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15/05/2017 às 13:04 | STJD

Ba-Vi: técnico e clubes punidos

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

As infrações ocorridas no Ba-Vi, pela Copa do Nordeste, foram julgadas na manhã desta segunda, dia 15 de maio, pela Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol. Os atletas Régis, do Bahia, e Patric, do Vitória, foram absolvidos, enquanto o técnico Argel Fucks suspenso por três partidas por conduta antidesportiva e os clubes multados em R$ 20 mil por rixa, conflito e tumulto ocorrido. A decisão, proferida em primeira instância, cabe recurso.

Realizado no dia 30 de março, pela Copa do Nordeste, o clássico Ba-Vi foi marcado por infrações disciplinares. Na súmula o árbitro informou o motivo da expulsão dos atletas. Regis recebeu o vermelho aos 16 minutos do segundo tempo por subir as escadas para comemorar um gol com a torcida do Bahia. Como já havia sido advertido com o amarelo anteriormente, o atleta retornou mais cedo para o vestiário. Dois minutos depois foi a vez do Vitória ficar com um atleta a menos. Patric recebeu o segundo amarelo por empurrar de forma temerária e fora da disputa de bola o pescoço do adversário Pablo Armero.

Ainda a súmula, o árbitro Luiz César de Oliveira Magalhães informou que após o apito final houve “um tumulto generalizado entre atletas e
comissão técnica de ambas as equipes, com troca de agressões físicas (socos e pontapés) entre eles”, porém não foi possível identificar os envolvidos.

Para o Subprocurador Luciano Hostins ficou claro com as provas de vídeo juntadas que a Procuradoria optou por uma denúncia em razão de uma rixa em que não foi possível a identificação visual de cada atleta. “Os dois únicos fatos novos são o conflito na zona mista e o técnico Argel Fucks, que extrapola dando um exemplo ruim. O denunciado não é reincidente, mas possui antecedentes e demonstra que é um frequentador assíduo deste Tribunal. Este tipo de conduta pode levar a uma atitude gravíssima na Arena. O clube se precaveu com um número grande de policiamento, mas a atitude dos atletas das duas equipes é que se depõem contra do que se espera de uma espetáculo na Arena. A Procuradoria pede a condenação de todos”, concluiu.

Pelo Bahia, o advogado Paulo Rubens sustentou. “O atleta foi expulso em razão do segundo amarelo e, por ser uma infração de nenhuma gravidade. Comemorar com a torcida e subiu a escadaria. Foi expulso por infringir as regras do jogo. Nenhuma gravidade. Absolver o atleta entendendo que a expulsão foi satisfativa e resolveu a questão”. Com relação a denúncia por rixa, o defensor do Bahia afirmou que houve um entrevero entre um atleta do Bahia e um do Vitória e o que se viu nas imagens foi a tentativa de serenar os ânimos. No entendimento da defesa, houve uma conduta para se defender e controlar os atletas.

Na defesa do Vitória a advogada Patrícia Saleão pediu a absolvição do atleta Patric por se tratar de segundo amarelo e pelas imagens deixarem claro que o atleta sequer atingiu o adversário e não se tratar de agressão física. Com relação ao treinador, o Argel acabou tendo uma reação a uma ação praticada pelo atleta do Bahia. De acordo com a defesa, o Vitória foi provocado durante a semana . No entendimento de Patrícia, Argel deu mau exemplo para a equipe e teve uma conduta antidesportiva, mas não há de se falar em ofensa.Com relação a denúncia do clube por rixa, a advogada sustentou que a equipe do Vitória não cometeu infração e que a conduta foi no sentido de tentar se defender e repelir a conduta dos adversários.

Relator do processo, o Auditor Gustavo Pinheiro justificou e proferiu seu voto. “Os dois primeiros denunciados foram expulsos pelo segundo amarelo. O do Bahia comemorou um gol e é uma infração de jogo e não merece ser punido por este tribunal. Voto para absolver. O do Vitoria também foi segundo amarelo e estou absolvendo. Em relação ao Argel, entendo que não houve ofensa pessoal a ninguém. No meio de uma confusão enorme o Argel vai e põe gasolina, uma atitude incompatível com a função do treinador. Considerando toda a confusão criada, entendo que a aplicação da pena de três partidas no artigo 258 é bem adequada. Em relação aos clubes, confusão que não se consegue distinguir quem é quem. No entanto o parágrafo 3º destaca que, não sendo possível identificar todos, o clube deverá responder pelos atos de seus integrantes. Não há dúvida de que houve sim uma participação generalizada. Evidentemente alguns tentaram separar, mas isso não exclui a rixa que aconteceu. Entendo que a pena deve ser de R$ 20 mil a cada clube no artigo 257 do CBJD”.

O Auditor Douglas Blaichman acolheu o voto do relator e divergiu apenas ao técnico Argel Fucks. “Acolho a denúncia no artigo 243-F e aplico quatro partidas e multa de R$ 2 mil ao treinador”.

O Auditor Rafael feitosa divergiu do relator apenas com relação ao atleta Patric. “Por entender que a infração ocorreu fora da disputa de bola, desclassifico para o artigo 250 e aplico uma partida de suspensão”.

A Auditora Michelle Ramalho e o Presidente Lucas Rocha votaram inteiramente com o relator.

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