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05/05/2017 às 12:08 | STJD

Cuiabá: atleta advertido e clube absolvido

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

Eliminado na Copa do Brasil, o Cuiabá teve o atleta Carlos e o próprio clube julgados no STJD do Futebol por ocorrências na competição. Em sessão da Quarta Comissão Disciplinar, realizada nesta sexta, dia 5 de maio, o jogador foi punido com advertência por jogada violenta, enquanto o clube comprovou prevenção e repressão e foi absolvido pelo arremesso de um chinelo no campo de jogo. Proferida em primeira instância, a decisão cabe recurso. 

Os problemas ocorreram em partida realizada no dia 16 de março, na Arena Pantanal. Na súmula, o árbitro Felipe Gomes da Silva informou que expulsou o camisa 5, Carlos aos 20 minutos do segundo tempo por entrada temerária com a sola da chuteira atingido o pé do adversário Leonardo. Já no campo de observações eventuais, o árbitro informou o arremesso de um chinelo por um torcedor do Cuiabá na direção de um atleta do Goiás que estava caído no campo. Ainda segundo o relatório, o atleta Leonardo Sabino, do Cuiabá, arremessou o chinelo de volta para a arquibancada. 

Pelos fatos a Procuradoria ofereceu denúncia ao atleta Carlos e ao Cuiabá. O camisa 5 será julgado por infração ao artigo 254 do CBJD por praticar jogada violenta. O Cuiabá foi enquadrado no artigo 213, inciso III por deixar de prevenir e reprimir lançamento de objeto no campo. 

Diante dos Auditores e defesa, o Procurador Thiago Queiroz reiterou os termos da denúncia e pediu a condenação de ambos denunciados. 

Em defesa do Cuiabá o advogado Alan Fonseca pediu a desclassificação na conduta do atleta Carlos. “O inciso II fala em desferir chute ou pontapé desvinculado da disputa. Por ocasião do relato da súmula, vemos que a expulsão se deu na disputa de bola por entrada temerária. Não há que se aplicar o artigo 254-A nesse aspecto. O árbitro aplicou a punição adequada.  Não há de se falar em aumentar. No pior dos cenários desclassificaríamos para o artigo 250 com a pena mínima”, disse Alan que, em seguida, defendeu  clube. 

“O infrator foi retirado do estádio logo após atirar o objeto. Na súmula vimos que não atingiu ninguém. Nos documentos juntados podemos verificar que houve todo um trabalho preventivo e repressivo por parte do clube. O único ponto a se destacar é a ausência do boletim de ocorrência. Há o relator da autoridade policial que destaca que o infrator foi retirado imediatamente do estádio e não houve nenhuma infração ao código penal. Não há de se falar em lavrar um boletim de ocorrência. O clube tomou todas as medidas legalmente possíveis. A defesa pede a absolvição do Cuiabá”, concluiu. 

Relator do processo, o Auditor Adilson Alexandre Simas votou para desclassificar a conduta do atleta Carlos para o artigo 254 (jogada violenta) e aplicar a pena de advertência. Por entender que houve a prevenção e repressão previstas no parágrafo 3º do artigo 213, Adilson votou para absolver o Cuiabá do arremesso de objeto. 

O Auditor Luis Felipe Procópio divergiu para advertir o jogador Carlos no artigo 250 e acompanhou na absolvição do clube no artigo 213, inciso III do CBJD. 

Os Auditores José Maria Philomeno, Olímpia Aguiar e o Presidente Luiz Felipe Bulus acompanharam o voto do relator na íntegra.

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