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15/02/2017 às 16:30 | STJD

Pleno mantém suspensão a gêmeos por doping

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

Os irmãos gêmeos e ex-atletas do São Carlos, Matheus e Mário Augusto, foram julgados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol nesta quarta, dia 15 de fevereiro. Punidos no TJD/SP com dois anos de suspensão por doping positivo, Matheus e Mário tiveram o recurso negado e a pena mantida em última instância nacional. A decisão foi proferida por maioria de votos dos Auditores do Pleno do STJD.

Pelo Campeonato Paulista A3 de 2016 os irmãos foram submetidos ao exame de doping e tiveram um resultado análitico adverso. Após pedir a abertura da amostra B, os atletas admitiram que teriam sido orientados por um instrutor da academia que frequentavam a ingerir a substância que continha o anabólico “drostanolona” que, quando ingerido em conjunto com “stanozolol”, também encontrado em seu organismo, tem o poder de potencializar reciprocamente os efeitos anabolizantes de ambas as substâncias.

Julgados no TJD/SP os atletas foram punidos pela Comissão Disciplinar com um ano de suspensão. Em recurso no Pleno do Tribunal Paulista os Auditores majoraram a pena de ambos para dois anos. Com a decisão, atletas e a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem recorreram e o caso chegou ao STJD.

Diante do Pleno a Procuradoria destacou que a partir do descredenciamento da ABCD e sem comprovação de qualquer mudança a mesma fica sem competência para participar nos processos de dopagem. Os Auditores votaram e acolheram a preliminar da Procuradoria pela ilegitimidade da ABCD.

No mérito, na opinião da Procuradoria, o Código Mundial Antidoping foi feito para situações específicas e para esportes de alto rendimento." No caso do futebol é necessário trazer para a realidade social e política do nosso país e sobrepor e harmonizar com as regras mundiais". Para a Procuradoria a suspensão dos atletas por um ano estaria mais que adequado.

Relator do processo, o Auditor João Bosco Luz votou para negar provimento e manter a pena de dois anos aplicadas pelo Pleno do TJD/SP. O voto foi acompanhado pelos Auditores Paulo César Salomão Filho, José Perdiz e pelo Presidente Ronaldo Botelho Piacente, enquanto os Auditores Antônio Vanderler e Arlete Mesquita divergiram para reduzir a pena para um ano de suspensão.

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